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07.07.2026 05:24 PMO ouro cai pelo segundo dia consecutivo, retornando ao importante suporte de US$ 4.124 por onça. Paradoxalmente, a razão para esse movimento está ligada aos preços do petróleo.
A retomada dos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo, reacendendo os receios inflacionários e, com eles, a probabilidade de uma alta de juros pelo Federal Reserve. Para o ouro, que não gera rendimento, o aumento das expectativas de aperto monetário é um fator negativo.
Compreender a mecânica dessa relação é fundamental para interpretar o atual mercado de ouro. Um navio-tanque de gás carregado foi atingido por um projétil ao largo da costa de Omã e, segundo a Axios, o Irã teria lançado pelo menos dois mísseis contra embarcações comerciais que transitavam pelo estreito. Em outras circunstâncias, uma escalada desse tipo teria impulsionado automaticamente o ouro como ativo de refúgio. No entanto, uma dinâmica diferente está em jogo atualmente. Os ataques elevam os preços do petróleo; petróleo mais caro significa inflação mais alta, e inflação elevada obriga o Federal Reserve (Fed) a manter os juros em níveis elevados. Como resultado, a tensão geopolítica, ao contrário do cenário tradicional, acaba prejudicando o ouro por meio das taxas de juros, em vez de sustentá-lo pela demanda por ativos de refúgio.
Ainda assim, o metal permanece dentro de uma faixa relativamente estreita, e a queda observada não é acentuada. Isso sugere que os investidores estão adotando uma postura de cautela à espera das próximas projeções de juros do Fed, que serão divulgadas ainda esta semana. Vale destacar que o ouro já passou recentemente por movimentos bruscos motivados pelas expectativas em relação à política monetária. Inicialmente, despencou após a postura firme do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, e, posteriormente, recuperou parte das perdas depois da divulgação dos fracos dados de emprego da semana passada, que reduziram as expectativas de aperto monetário. Essa incerteza em torno dos próximos passos do Fed continua mantendo o metal em um movimento lateral.
A prata está registrando uma queda de 1,4% hoje, sendo negociada a US$ 61,21, enquanto a platina e o paládio também estão em baixa; o índice do dólar se valorizou ligeiramente.
No que diz respeito ao panorama técnico atual do ouro, os compradores precisam reconquistar a resistência mais próxima, em US$ 4.186. Isso lhes permitirá ter como alvo US$ 4.249, nível acima do qual será bastante difícil romper. O alvo mais distante ficará próximo de US$ 4.304. Caso haja uma queda nos preços do ouro, os vendedores tentarão retomar o controle do nível de US$ 4.124. Se isso ocorrer, uma quebra dessa faixa representará um duro golpe para as posições dos compradores e levará o ouro a uma mínima de US$ 4.062, com potencial para atingir US$ 4.008.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.

