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04.06.2026 04:54 PMO ouro voltou a subir hoje e está sendo negociado em torno de US$ 4.460 por onça, recuperando-se significativamente das perdas registradas ontem. O catalisador dessa recuperação foi o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano, mediado pelos EUA. O mercado interpretou isso como um passo em direção a uma resolução mais ampla do conflito no Oriente Médio, que mantém os mercados globais de energia em alerta desde fevereiro.
A dinâmica da reação do ouro continua em linha com os últimos meses, mas na direção oposta. O cessar-fogo no Líbano aliviou a pressão de curto prazo sobre os rendimentos dos títulos e o dólar — e foi isso que trouxe de volta ao mercado os compradores que esperavam uma reversão em direção à linha de tendência de longo prazo. O petróleo, após três dias de alta, recuou com a notícia do acordo — a queda do petróleo significa menos preocupações com a inflação, aliviando parte da pressão sobre o metal por meio dos canais de taxas de juros.
No entanto, sem uma resolução mais abrangente do conflito, não se deve esperar uma recuperação significativa nos preços do ouro. As expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve já estão precificadas pelo menos até o início de 2027 e, enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado, as pressões inflacionárias não vão desaparecer. A presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, confirmou ontem que o banco central provavelmente precisará aumentar as taxas até o final deste ano para levar a inflação de volta à meta.
Vale ressaltar que o acordo libanês é condicional. Ele depende de uma cessação total do fogo por parte do Hezbollah, e essa condição o torna frágil. Uma questão mais fundamental — o acordo entre os EUA e o Irã sobre o Estreito de Ormuz — continua sem ser assinado. Trump afirmou que o estreito seria aberto imediatamente após a assinatura do memorando, mas Teerã rejeita as condições americanas. O acordo-quadro está, em geral, acordado, mas os detalhes não. Isso cria uma situação em que o ouro pode respirar por um breve momento, mas não reverter de forma sustentável para cima.
A prata subiu 0,8%, para US$ 73,34. A platina e o paládio também registram alta.
Do ponto de vista técnico, os compradores precisam recuperar a resistência mais próxima, em US$ 4.481. Isso permitirá visar US$ 4.546, nível acima do qual será bastante difícil romper. O alvo mais distante ficará próximo de US$ 4.607. Em caso de queda, os vendedores tentarão assumir o controle em US$ 4.432. Se forem bem-sucedidos, romper abaixo dessa faixa representará um duro golpe para as posições dos compradores, empurrando o ouro para uma mínima de US$ 4.372 e, potencialmente, para US$ 4.304.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.

