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15.05.2026 03:46 PM
O mercado entra em velocidade de cruzeiro.

O S&P 500 registrou o 18.º fechamento recorde do ano, impulsionado pela demanda insaciável dos investidores por ações de tecnologia. O IPO da fabricante de chips Cerebras foi tão fortemente subscrito que os investidores correram para comprar ações no mercado secundário — uma dinâmica que pode se estender às aguardadas estreias de SpaceX, Anthropic e OpenAI, impulsionando ainda mais o índice amplo.

Ao contrário dos mercados de commodities e de câmbio, o mercado de ações vem ignorando, em grande medida, os crescentes riscos geopolíticos e a mudança no timing esperado para a primeira alta de juros do Fed — adiada de março para dezembro após dados fortes de preços de importação e vendas no varejo.

Os touros do S&P seguem estimulados pelo aumento de 27% nos lucros corporativos do primeiro trimestre, muito acima da expectativa inicial de 12% projetada por Wall Street no início da temporada de balanços.

Dinâmica da margem de lucro

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As margens registraram crescimento de dois dígitos pelo sexto trimestre consecutivo, e a previsão é de que avancem 22% até o final do ano, bem acima da estimativa de 14% projetada em março. Somada à expansão anual de 13,9% das margens nos últimos 12 meses, essa dinâmica fornece uma base fundamental sólida para o rali do S&P 500.

Os fluxos de capital também sustentam o movimento: a EPFR Global informa que investidores globais destinaram, em média, US$ 14 bilhões por semana para ações americanas nas últimas 12 semanas. Esse volume equivale a cerca de metade do ritmo observado no pico de dezembro de 2024. Ajustado ao rali do S&P, representa aproximadamente um terço daquele nível, indicando que ainda há bastante capital disponível para continuar comprando ações dos EUA. Com base nisso, falar em bolha de mercado parece prematuro.

Fluxos de capital para o mercado de ações dos EUA e global

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Quando os investidores ficam nervosos com a aparente indiferença do S&P 500 em relação aos riscos geopolíticos e com a crescente probabilidade de um aperto monetário, os indicadores quantitativos costumam servir de apoio — e, por enquanto, estão a favor dos compradores.

Dito isso, há um porém. Uma pesquisa trimestral da Associação Nacional de Economia Empresarial (NABE) revelou que apenas 13% dos entrevistados esperam uma expansão adicional nas margens de lucro, enquanto 31% prevêem que as margens cairão devido aos custos mais altos dos insumos.

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Os investidores estão preocupados que a alta dos preços da energia, ligada ao conflito no Oriente Médio, reduza os lucros futuros das empresas que compõem o índice amplo do mercado e, consequentemente, pressione negativamente as avaliações fundamentais.

Do ponto de vista técnico, o gráfico do S&P 500 mostra um rompimento altista acima dos níveis-chave de pivô em 7.430 e 7.460, que agora passam a atuar como principais suportes.

Enquanto o preço permanecer acima dessas regiões, o viés tático continua sendo de "buy the dip" (comprar na baixa), com alvo projetado anteriormente na região de 7.700 pontos.

Marek Petkovich,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

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