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Redução das tarifas e aumento das importações: a trégua comercial favorece Pequim

Redução das tarifas e aumento das importações: a trégua comercial favorece Pequim

O fluxo comercial entre Estados Unidos e China ganhou força em maio, registrando crescimento de quase 12% em relação ao mês anterior e alcançando US$ 32,63 bilhões. De acordo com dados oficiais dos Estados Unidos, o avanço foi impulsionado principalmente pelo forte aumento das importações de produtos chineses.

As importações provenientes da China saltaram 19% no período, passando de US$ 19,79 bilhões em abril para US$ 23,51 bilhões em maio. Em contrapartida, as exportações norte-americanas para o mercado chinês recuaram 3%, totalizando US$ 9,12 bilhões.

Como resultado desse movimento, o déficit comercial dos Estados Unidos com a China aumentou significativamente, passando de US$ 10,39 bilhões para US$ 14,39 bilhões em apenas um mês.

Esse avanço das trocas comerciais ocorre no contexto do acordo firmado no fim de outubro do ano passado, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, realizaram negociações na Base Aérea de Gimhae, em Busan, Coreia do Sul.

Nos termos do acordo, Washington concordou em reduzir a tarifa média aplicada aos produtos chineses de 57% para 47%. A principal flexibilização ocorreu com a redução pela metade das tarifas relacionadas ao combate ao fentanil, que passaram de 20% para 10%. Em contrapartida, Pequim autorizou a ampliação das compras de produtos agrícolas norte-americanos, reforçando o compromisso de ambos os países com a retomada gradual das relações comerciais.

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