Economia global se prepara para uma repetição da crise financeira de 2008
Analistas do Rapidan Energy Group alertaram que a economia global corre o risco de enfrentar uma crise de grande escala comparável à recessão de 2008. Esse cenário negativo poderá concretizar-se caso o estrategicamente importante Estreito de Ormuz permaneça totalmente fechado ao tráfego comercial até agosto de 2026. Nesse contexto, o desequilíbrio entre oferta e demanda global de petróleo tornar-se-ia crítico, enquanto os estoques de crude continuariam a diminuir em todo o mundo. As economias avançadas seriam forçadas a recorrer intensamente às suas reservas estratégicas numa tentativa de conter a rápida disparada dos preços da energia.
Se essa previsão se confirmar, o défice na oferta global de petróleo poderá atingir seis milhões de barris por dia no terceiro trimestre de 2026. Os especialistas observam que a situação atual do mercado ainda parece menos extrema do que os choques da década de 1970 ou a crise financeira de 2007–2008. No entanto, à medida que a guerra no Irã se prolonga, os riscos de um novo colapso econômico global aumentam inevitavelmente. Os analistas destacam que, mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto em julho, o preço do petróleo bruto ainda poderá alcançar US$130 por barril nos próximos meses.
O mercado global de energia poderá entrar numa nova fase de crise aguda já neste verão, um risco anteriormente apontado por Paul Diggle, economista-chefe da Aberdeen. O habitual aumento sazonal da procura por ar-condicionado e viagens deverá adicionar ainda mais pressão sobre o abastecimento de petróleo já afetado pelos conflitos no Oriente Médio. Caso o confronto armado com o Irã se prolongue, o especialista não descarta uma disparada dos preços do petróleo para até US$180 por barril até o final do ano.