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18.02.2026 07:05 PMO ouro mostra ganhos intradiários moderados, recuperando uma parte significativa das perdas de terça‑feira. Contudo, o pano de fundo fundamental recomenda cautela aos touros antes da divulgação das atas do FOMC, que devem clarificar o ritmo dos cortes de juros pelo Federal Reserve dos EUA. Isso influenciará de forma significativa a trajetória de curto prazo do dólar americano e poderá dar novo impulso ao metal precioso.
Na terça‑feira, Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve Bank de Chicago, afirmou que podem ocorrer vários cortes adicionais de juros este ano. Seus comentários surgiram no contexto de dados de inflação ao consumidor dos EUA mais fracos divulgados na sexta‑feira passada e de expectativas de um corte do Fed em junho, seguidos de mais dois cortes em 2026. Esse ambiente continua a sustentar a demanda por ouro.
Apesar da perspetiva dovish, o dólar americano mantém um tom moderadamente positivo que, em conjunto com a atenuação dos riscos geopolíticos, pode abrandar o rali do ativo de refúgio. As negociações EUA–Irã foram retomadas: na segunda rodada de conversações nucleares em Genebra, as partes acordaram princípios orientadores importantes, reduzindo o receio de escalada. Uma reunião tripartida entre EUA, Rússia e Ucrânia, bem como as negociações de paz, foi adiada para quarta‑feira. Ainda assim, o otimismo nos mercados acionários sustenta o apetite comprador, pelo que é prudente aguardar um seguimento mais consistente antes de posicionar‑se para nova alta do XAU/USD.
O foco do mercado deslocar‑se‑á a seguir para os dados habitacionais dos EUA, comentários de dirigentes do Fed, os números do PIB do 4.º trimestre de 2025 e o principal indicador de inflação do Fed — o índice PCE núcleo.
Do ponto de vista técnico, o ouro encontra suporte sólido na média móvel simples (SMA) de 200 períodos no gráfico de 4 horas e permanece acima dessa SMA ascendente, preservando a tendência de alta mais ampla. Essa SMA atua como suporte robusto. Apesar da inclinação favorável de longo prazo, é necessário impulso adicional para confirmar a continuação altista.
O histograma do MACD permanece abaixo de zero, embora as barras negativas estejam se estreitando, sinalizando enfraquecimento da pressão vendedora. O Índice de Força Relativa (RSI) situa‑se em 43,46 — abaixo de 50 — indicando domínio moderado dos vendedores. Um repique a partir da SMA ascendente manteria a estrutura de tendência predominante, enquanto uma queda abaixo desse nível corre o risco de desencadear novas perdas. Um rompimento do RSI acima de 50 reavivaria o sentimento altista de curto prazo e traria compradores de volta ao mercado.
Vale ressaltar, no entanto, que os osciladores do gráfico diário permanecem positivos, confirmando que, em uma escala mais ampla, os otimistas não desistiram.
A tabela abaixo mostra a variação percentual do dólar americano em relação às principais moedas do dia. O dólar americano demonstrou força em relação ao dólar neozelandês.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.

