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18.02.2026 02:44 PMO par EUR/USD não conseguiu sustentar o impulso positivo da recuperação observada ontem a partir do nível psicológico de 1,1800 — mínima de uma semana e meia — e segue negociado dentro de uma faixa estreita. Os participantes do mercado parecem aguardar a divulgação da ata da reunião do FOMC em busca de maior clareza sobre a trajetória dos cortes de juros do Federal Reserve, evitando, por ora, a adoção de posições mais direcionais.
A estratégia de política monetária do banco central dos EUA continuará a exercer influência determinante sobre o dólar e, consequentemente, sobre a direção do EUR/USD. Ao mesmo tempo, as expectativas de um corte de juros já em junho e de pelo menos mais dois movimentos dessa natureza ao longo de 2026 seguem corroendo gradualmente o apelo da moeda americana.
A esse quadro há também preocupações recorrentes quanto à independência do Federal Reserve e os sinais de progresso nas negociações entre EUA e Irã, fatores que limitam o potencial de valorização do dólar. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que houve consenso em torno de princípios-chave para a resolução do prolongado impasse nuclear. Notícias desse tipo tendem a reduzir as tensões geopolíticas, reforçar o apetite por risco e estimular fluxos para fora de ativos de refúgio, deixando os compradores de dólar em posição defensiva.
Ainda assim, o euro encontra dificuldades para atrair demanda consistente por parte de grandes investidores, em meio ao fortalecimento das expectativas de cortes de juros pelo Banco Central Europeu, agravadas pela fragilidade persistente da economia da zona do euro. Em particular, a pesquisa ZEW divulgada na terça-feira mostrou deterioração no sentimento dos investidores institucionais em relação à economia alemã, com o índice recuando para 58,3 em fevereiro, ante 59,6 no mês anterior. Paralelamente, o índice agregado de sentimento econômico da zona do euro caiu de forma inesperada para 39,4, frente a 40,8 anteriormente.
Sob a ótica técnica, o Índice de Força Relativa (RSI) permanece em território positivo, porém próximo da neutralidade e em trajetória descendente, sinalizando perda de fôlego entre os touros. Caso o par não consiga sustentar o suporte psicológico em 1,1800, o movimento de queda poderá ganhar tração em direção à mínima de fevereiro, próxima à média móvel simples de 50 dias. Por outro lado, uma recuperação consistente acima da média móvel de 20 dias abriria espaço para uma tentativa de avanço rumo ao nível psicológico de 1,1900 e à máxima de fevereiro, com resistência intermediária situada em torno de 1,1890.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.
